segunda-feira, 30 de maio de 2016

Parque Alberto Sampaio



Localizado entre as Ruas Gil de Góis e Tenente-Coronel Cardoso, este recanto da cidade, que liga o Canal Campos-Macaé ao Rio Paraíba do Sul, foi urbanizada através de uma Comissão de engenheiros em 1840. Uma vez que era desejo da municipalidade explorar o transporte fluvial desde o Fundão até a foz e evitar o desmoronamento de suas margens.
Após as obras de urbanização, ficou faltando as obras de paisagismo, executadas somente ao final da década de 80. Coube aos arquitetos Cláudio Valadares e Ocemir Boticelli, a execução de tal empreitada.
Neste local houve a implantação de quiosques de alimentação e uma grande área de lazer com um anfiteatro, 2 lagos artificiais, bancos de madeira, playground e chafariz. Mas tudo isso foi abandonado e esquecido, servindo de moradia para mendigos, durante algum tempo.
Já no início deste século, a necessidade da construção de uma ponte que ligasse Campos a Guarus, após a queda de parte da Ponte General Dutra, fez com que o Parque Alberto Sampaio abrisse mão de suas áreas para receber os vãos da ponte que margeiam a Avenida José Alves de Azevedo, nas quais vemos a subida e a descida da Ponte.
Árvores centenárias foram retiradas do local, e nas proximidades da Rua Tenente-Coronel Cardoso, uma imensa área atualmente abriga comerciantes alternativos do Shopping Popular Michel Haddad.






sexta-feira, 27 de maio de 2016

Associação de Imprensa Campista



Para uma cidade que abrigou o terceiro jornal mais antigo do País, o Monitor Campista, a Associação de Imprensa Campista têm papel relevante na história de Campos.
Esta Associação foi fundada em 17 de junho de 1929 e sua formação se deu por iniciativa de trabalhadores da imprensa reunidos na filial de Campos, do jornal “O Estado”, de Niterói. Sua primeira diretoria foi formada pelos renomados jornalistas Sylvio Pélico Fontoura (presidente), Alcindor de Moraes Bessa (vice-presidente), Roberto Findlay (primeiro secretário), Antenor Vianna de Carvalho (segundo secretário), e Silvio Cardoso Tavares (tesoureiro), conforme relato de Jorge Arueira no livro “Viver é ter amigos”.
De acordo com pesquisa do atual presidente da instituição, Vitor Menezes, o jornalista Hervé Salgado Rodrigues, em sua obra “Campos – Na Taba dos Goytacazes”, afirma que a intenção da associação não era desenvolver atividades sindicais, “mas apenas defender a imprensa, seus direitos, sua liberdade”.
Waldir P. de Carvalho registra que a AIC, durante anos funcionou em salas cedidas por outras entidades de classe da cidade e, que em 25 de setembro de 1943, inaugurou sua sede na Avenida Sete de Setembro, nos altos da Confeitaria Francesa.
Mas Hervé relata que desde os anos 30, a Prefeitura de Campos, havia doado à Associação o terreno onde encontramos a sede da Associação, na Rua Tenente-Coronel Cardoso. A demora para a concretização da obra, causou a destituição de Otacílio Ramalho da presidência da entidade, após receber inúmeras críticas do então jornalista Silvio Fontoura.
A nova sede abrigou também as sedes de outras entidades tais como: AA (Alcóolicos Anônimos), Ordem Rosa-Cruz, Associação dos Idosos, Academia Pedralva-Letras e Artes, União Brasileira de Trovadores, Grupo de Oratória, Clube de Poesia, etc.
A sede da Associação serviu ainda de espaço para reuniões ao movimento “O petróleo é nosso”, em Campos, liderado pelo Centro de Defesa do Petróleo, fundado por João Barcelos Martins, Heraldo Viana e João de Faria.
O mesmo local, recepcionou em abril de 1980, o líder comunista Luiz Carlos Prestes e mais recentemente em campanhas como a do movimento “Viva Monitor”, contra o fechamento do jornal Monitor Campista, ocorrido em 15 de novembro de 2009.
Ao longo de seus 85 anos, a AIC tem sido cenário de resistência democrática e de defesa do papel da imprensa. Centenas de reuniões partidárias e de movimentos sociais, agitações e coletivos culturais, tiveram espaço na sede da associação.
A Associação promove anualmente, a Semana da Imprensa, realizada no período em que se comemora o Dia da Imprensa, em 1º de junho, e entre os meses de março a novembro, o projeto Cine Jornalismo AIC, com exibição de filmes sobre jornalismo e encontros com jornalistas e estudantes de jornalismo, em todo último sábado de cada mês.

O prédio é tombado pelo Conselho do Patrimônio Histórico Municipal, através da Resolução nº 002, de 27 de dezembro de 2011.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Igreja Nossa Senhora do Carmo



De acordo com Julio Feydit o local onde hoje se localiza a igreja, foi outrora uma Capela dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Entretanto, anos depois a Irmandade da Igreja de mesmo nome, solicitou da Câmara Municipal os terrenos ao redor da capela, para erguer a Igreja.
A carta de concessão foi solicitada em 1778, mas como consta na porta de entrada da Igreja, a data de 1797, cremos que a mesma foi enfim concluída neste ano.

Seja como for, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo é uma das mais belas igrejas localizadas no centro de nossa cidade, no início da Rua Treze de Maio.



sexta-feira, 20 de maio de 2016

Boulevard Francisco de Paula Carneiro

Vista da Rua Lacerda Sobrinho, ou Rua Sacraemnto

 “Centro nervoso” da cidade de Campos, este espaço, atualmente calçado, é conhecido também pela alcunha de “Rua dos Homens em Pé”. Seu espaço é compreendido pelo entroncamento das ruas Sete de Setembro, Treze de Maio e Santos Dumont.
Até meados da década de 80, homens e veículos automotores disputavam a primazia de ocupar o meio da rua, mas como a tradição dos ‘homens em pé’ imperava, um prefeito resolveu então fechar todas as ruas do entroncamento e permitir que a população pudesse ter um local de encontro, para firmar contratos de compra e venda dos mais variados tipos, como gado, cavalos, imóveis urbanos e rurais, jogadores de futebol. Certamente a tradição vem de períodos anteriores à libertação dos escravos.
O escritor Osório Peixoto conta em um dos seus livros, que, no início do século passado, XX, as mulheres não caminhavam ou passeavam por este recanto da cidade, com medo de terem suas reputações expostas à maledicência de homens que perambulavam por ali.
Aliás, até hoje, grupos de homens podem ser vistos por ali, comentando os fatos mais pitorescos da cidade, seja político, como social e esportivo. Não há quem não ouça e vire motivo de piada dos ‘fofoqueiros de plantão’ do Boulevard.
O local é ponto estratégico e por ser calçado, atualmente é ponto de encontro de manifestantes das mais diversas categorias profissionais, como bancários, professores, estudantes, artistas, e políticos.
Ainda no início deste século o local possuía três cafés, que eram ponto de encontro dos amigos, entretanto, o boom imobiliário, fez com que dois dos mais tradicionais cafés do Boulevard fechassem suas portas, para dar lugar a loja de confecções.
No Boulevard, o campista tem a seu dispor algumas instituições bancárias e uma lotérica, que acabam atraindo uma multidão de gente que corre para ali para quitar seus impostos e pagar seus tributos.
Vista da Rua 21 de Abril
Nos bancos, de treliça, ainda há quem tenha tempo para tirar um cochilo, e grupos de homens que passam o dia inteiro, jogando ‘porrinha’ e conversa fora, entre um café e outro. Apreciando ainda, as ‘beldades’ escultóricas de quem se atreve a passar por este recanto da cidade.

Quanto ao nome do lugar, é uma homenagem ao Capitão Carneirinho (Francisco de Paula Carneiro), proprietário do antigo Teatro Trianon, que outrora cedeu seu espaço para a maior agência bancária de Campos. 
Vista para a Rua 13 de Maio

Vista da Rua Governador Teotônio Ferreira de Araújo

Vista da Rua João Pessoa

Flagrante do início do século XIX

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Pelourinho


Localizado no centro do Boulevard Francisco de Paula Carneiro, no entroncamento das ruas Sete de Setembro, Treze de Maio e Santos Dumont, este pilar em pedra é conhecido como “Pelourinho”, e é remanescente de um dos capítulos mais tristes da história brasileira, o período em que no Brasil, africanos trazidos à força, foram obrigados a trabalhar como escravos nas lavouras canavieiras.
O marco, desprezado pelos afro-descendentes, chegou a ser quebrado e ficou durante anos, jogado em um depósito da Prefeitura, até que um dia foi encontrado por amantes da cultura e da preservação de bens históricos.
Para quem aprecia a preservação de bens culturais, o Pelourinho, serve nos dias de hoje, para que os campistas também façam uma reflexão e retirem do seu âmago o sentimento preconceituoso contra os afro-descendentes.
No período Colonial, era neste pilar que os antigos escravos fujões e praticantes de delitos, era subjugado e pagava por suas ações, levando nas costas centenas de chibatadas conforme o veredito dos juízes e das leis de então.
De acordo ainda com algumas pesquisas existiram em Campos, dois Pelourinhos. O primeiro no cruzamento das ruas Treze de Maio e Sete de Setembro, o qual foi arrematado pelo Tenente Ignácio Gonçalves Pereira. O primeiro Pelourinho foi feito com pedra da localidade, parecendo mais um marco do que um padrão de vila. Para sua confecção foi gasto quatro mil e seiscentos réis, que se mandou acrescentar á custa da Câmara.
O Doutor Ouvidor Geral e Corregedor da Câmara, Jose Pinto Ribeiro, propôs em ato de vereação de sete de março de 1795. “Que sendo esta Villa huma das mais famosas do continente, não deve existir sem o padrão do Pelourinho em lugar próprio e desembaraçado, que seja a eleição dessa corporação, para cujo fim se deve mandar vir de fora a pedra ou coluna dele, etc.”
Em cinco de Agosto de 1831, entrou-se em discussão o parecer sobre a demolição do Pelourinho, ou opor-se em praça tudo quanto faz parte do mesmo, deliberando-se não poder por autoridade própria demolir um monumento mandado levantar por lei, ainda que ele pareça inútil ou prejudicial.
Apesar dessas propostas, o Pelourinho estava sempre firme com os braços de ferro cheios de argola, nas quais se prendiam os escravos que sofriam a pena de açoites. Em 1875 aquele instrumento de suplício foi arrancado da Rua Barão de Cotegipe e esteve, durante anos, servindo de pedestal à cruz do Cemitério Público do Caju.
A peça, durante o governo de Anthony Garotinho, deixou o Cemitério e se integrou à arquitetura do Corredor Cultural da Rua Carlos de Lacerda. No Governo de Arnaldo Viana, foi demolido o Corredor Cultural e a peça quebrada foi atirada ao lixo do Triturador. Em período recente ele retornou ao seu antigo local, onde está atualmente.

O Pelourinho, hoje é um bem tombado pelo Patrimônio Histórico conforme Resolução nº 003, de 27 de dezembro de 2011.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Mural da Caixa Economica Federal

O painel-mural foi inaugurado junto com o prédio da CAIXA em 1978. A obra confeccionada em placas de concreto pré-moldado medindo 0,60 x 1,00 m cada, forma um mosaico alusório à figura humana e possui 396 metros quadrados. Foi idealizada e construída pelo artista plástico espanhol Julio Espinoso. O trabalho representa um gigante crescendo graças ao petróleo, justificando o tom muito escuro das pátinas. Em 2005 a obra foi restaurada, resgatando suas tonalidades originais.

  

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Banco Vovô



Localizado na Rua Governador Teotônio Ferreira de Araújo, 36, este edifício imponente em uma das principais ruas do centro de Campos, foi outrora sede de uma instituição bancária, o Banco Comercial e Hipotecário.
É que por sua história e sua importância histórica, a cidade de Campos dos Goytacazes sempre foi um importante polo de desenvolvimento econômico da região norte-fluminense e entre os séculos XIX e XX, o movimento econômico da produção de açúcar necessitava de uma instituição bancária na qual os industriais açucareiros pudessem guardar e movimentar todo o seu capital.
Por isso, foi criado o Banco Hipotecário, que era um banco campista por natureza.
O prédio abrigou mais tarde outras instituições bancárias e hoje é sede de um veículo de comunicação.
Sua estrutura mantém o mesmo estilo dos séculos anteriores, acrescidos de equipamentos modernos que dão beleza e requinte ao local.

O prédio é tombado pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal através da Resolução nº 005 de 12 de setembro de 2013.